"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." Martin Luther King
domingo, 18 de março de 2012
Fósseis misteriosos seriam de nova espécie humana
Povo de cavernas chinesas pode acrescentar uma linhagem à história de nossa evolução
Quatro indivíduos de cérebro arredondado, rosto curto e mandíbula recuada podem escrever um novo capítulo da evolução humana. Seus fósseis, que teriam entre 11 mil e 14,5 mil anos, foram encontrados em duas cavernas no sul da China há décadas, mas só agora estudados por arqueólogos. Como ainda não foi possível extrair o DNA do material, os pesquisadores ignoram se esses hominídeos seriam Homo sapiens ou integrantes de uma nova espécie. Algo, porém, já é certo: a descoberta leva os holofotes à Ásia, continente que, mesmo concentrando mais de metade da população global, quase nada sabe sobre o início de sua ocupação.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Maias não previam fim do mundo em 2012, descobrem arqueólogos
Menção é sobre início de uma era neste ano, regida por um novo deus
ELISA MARTINS, ESPECIAL PARA O GLOBO
Publicado:7/01/12 - 13h46
Os maias pré-hispânicos tinham uma obsessão pelo tempo. Com uma observação exaustiva dos astros, eles construíam calendários precisos e previam eventos que ditavam a vida de sua civilização. Um registro em especial, no entanto, tem chamado a atenção nos últimos anos. Em um monumento no sítio arqueológico de Tortuguero, no estado de Tabasco, Sudeste do México, uma inscrição do século VII faz referência a uma data: 4 Ajaw 3 K’ank’in, ou, segundo correlações feitas por arqueólogos, 21 de dezembro de 2012. A menção a um dia tão distante da origem do monumento extrapolou o interesse acadêmico. Com a chegada de 2012, ganhou força a ideia de que os maias, com todo seu conhecimento sobre o tempo, teriam previsto uma catástrofe global nesta data. Os especialistas na cultura, porém, asseguram que o fim não está próximo. Várias outras placas recém-descobertas na região revelam uma história sobre renovação de eras que nada tem a ver com um apocalipse. Leia mais...
ELISA MARTINS, ESPECIAL PARA O GLOBO
Publicado:7/01/12 - 13h46
Os maias pré-hispânicos tinham uma obsessão pelo tempo. Com uma observação exaustiva dos astros, eles construíam calendários precisos e previam eventos que ditavam a vida de sua civilização. Um registro em especial, no entanto, tem chamado a atenção nos últimos anos. Em um monumento no sítio arqueológico de Tortuguero, no estado de Tabasco, Sudeste do México, uma inscrição do século VII faz referência a uma data: 4 Ajaw 3 K’ank’in, ou, segundo correlações feitas por arqueólogos, 21 de dezembro de 2012. A menção a um dia tão distante da origem do monumento extrapolou o interesse acadêmico. Com a chegada de 2012, ganhou força a ideia de que os maias, com todo seu conhecimento sobre o tempo, teriam previsto uma catástrofe global nesta data. Os especialistas na cultura, porém, asseguram que o fim não está próximo. Várias outras placas recém-descobertas na região revelam uma história sobre renovação de eras que nada tem a ver com um apocalipse. Leia mais...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Carimbo de 2 mil anos confirma rituais religiosos em Jerusalém
Arqueólogos israelenses escavaram a peça perto do Muro das Lamentações
O Globo
Publicado: 26/12/11 - 15h18
Selo de 2 mil anos achado próximo ao Muro das Lamentações Foto: Baz Ratner/Reuters
RIO - Arqueólogos israelenses anunciaram no último domingo a descoberta de um carimbo de barro de 2 mil anos de idade, perto do Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental de Jerusalém. A pequena peça é uma confirmação de rituais religiosos no templo bíblico judaico descritos em textos antigos. Leia mais...
O Globo
Publicado: 26/12/11 - 15h18
Selo de 2 mil anos achado próximo ao Muro das Lamentações Foto: Baz Ratner/Reuters
RIO - Arqueólogos israelenses anunciaram no último domingo a descoberta de um carimbo de barro de 2 mil anos de idade, perto do Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental de Jerusalém. A pequena peça é uma confirmação de rituais religiosos no templo bíblico judaico descritos em textos antigos. Leia mais...
Navio negreiro trouxe malária para a América do Sul
Parasita chegou ao Brasil junto com escravos
Antônio Marinho
Publicado: 26/12/11
A obra Navio Negreiro, de Rugendas, mostra as condições em que eram transportados negros capturados como escravos; tráfico trouxe a malária para a América do Sul Foto: Divulgação
RIO - Uma equipe de cientistas descobriu que o mais comum e virulento dos parasitas que causa a malária em humanos, o Plasmodium falciparum, chegou à América do Sul por meio do tráfico transatlântico de escravos capturados na África. Esta conclusão — que pode ajudar a desenvolver drogas eficazes contra a doença — foi possível a partir da análise genética de cerca de mil amostras de sangue infectado com os protozoários. Essa pesquisa é relevante porque o parasita está cada vez mais resistente aos medicamentos atuais. Leia mais...
Antônio Marinho
Publicado: 26/12/11
A obra Navio Negreiro, de Rugendas, mostra as condições em que eram transportados negros capturados como escravos; tráfico trouxe a malária para a América do Sul Foto: Divulgação
RIO - Uma equipe de cientistas descobriu que o mais comum e virulento dos parasitas que causa a malária em humanos, o Plasmodium falciparum, chegou à América do Sul por meio do tráfico transatlântico de escravos capturados na África. Esta conclusão — que pode ajudar a desenvolver drogas eficazes contra a doença — foi possível a partir da análise genética de cerca de mil amostras de sangue infectado com os protozoários. Essa pesquisa é relevante porque o parasita está cada vez mais resistente aos medicamentos atuais. Leia mais...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Um drama sob o chão da cidade
Análise do Cemitério dos Pretos Novos destaca colossal dimensão da escravidão no Rio
Ana Lucia Azevedo
Publicado: 19/11/11
A obra "Enterro de uma negra" mostra a importância do funeral na cultura dos escravos Foto: Reprodução
Sepultada por toneladas de terra e séculos de esquecimento, jaz no Centro antigo do Rio, uma dolorosa memória da escravidão. São os resquícios do Cemitério dos Pretos Novos, cimentados sob os bairros da Gamboa e da Saúde. Eles reaparecem aos poucos, em escavações, análises de ossos, dentes e objetos. Cada um deles revela um pouco mais de uma história que assombra pelas dimensões da crueldade e da ambição que trouxeram da África milhões de escravos para o Rio. Uma dessas análises foi concluída este ano e confirma a tese de que a cidade foi um dos maiores portos de entrada de escravos das Américas. Leia mais.
Ana Lucia Azevedo
Publicado: 19/11/11
A obra "Enterro de uma negra" mostra a importância do funeral na cultura dos escravos Foto: Reprodução
Sepultada por toneladas de terra e séculos de esquecimento, jaz no Centro antigo do Rio, uma dolorosa memória da escravidão. São os resquícios do Cemitério dos Pretos Novos, cimentados sob os bairros da Gamboa e da Saúde. Eles reaparecem aos poucos, em escavações, análises de ossos, dentes e objetos. Cada um deles revela um pouco mais de uma história que assombra pelas dimensões da crueldade e da ambição que trouxeram da África milhões de escravos para o Rio. Uma dessas análises foi concluída este ano e confirma a tese de que a cidade foi um dos maiores portos de entrada de escravos das Américas. Leia mais.
domingo, 20 de novembro de 2011
Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador
Postado por Arquivo Café História em 17 novembro 2011 às 11:58
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.
Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.
Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
Atividades
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).
Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-3759/2004
PL-7321/2006
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.
Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.
Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
Atividades
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).
Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-3759/2004
PL-7321/2006
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
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